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Lara Denys. Não blogueira, não fashionista. Designer. Doida. Ácida. Se não curtiu, não tem problema. Tenha um bom dia!

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    My-leficent 😁

    My-leficent 😁

    — 4 months ago

    O que aprendi com as plantas

    Minha sogra é agricultora.

    Aliás, meus sogros são. Eles moram numa cidade no interior do Rio Grande do Sul chamada Garibaldi onde se produzem os melhores vinhos do país. Desde que conheci a cidade me apaixonei pelos ares tranquilos, o céu maravilhoso (mesmo quando chove), pela sensanção de me sentir em casa, mas principalmente pelo tanto de verde que vejo por lá.

    Fazem 4 anos que visito com frequência, e desde o início, embora muito tímida, a Têre (minha sogra), sempre me mostrou o tanto que ela cuida e gosta de suas plantas.

    Achava que era apenas hábito, afinal, foram muitos anos de lavoura, todavia de uns tempos pra cá tenho compreendido mais o amor que uma pessoa pode desenvolver pela terra e suas práticas. 

    Desde que voltei de São Paulo, onde morei por 2 anos, para minha terra natal, fui abençoada com um jardim suspenso no meu escritório. No começo não dava muita bola pra ele, era um mero item de decoração. Mas ai veio o famoso “chuverno” Manauara que afogava todos os dias boa parte dos vasos, sem dar tempo de secarem, e muitas morreram. As que sobraram se infectaram com fungo branco na troca da estação devido ao intenso calor do verão (aqui o verão é em julho, agosto e setembro). Notei que há cada dia que as via mais fracas e secas, apesar da irrigação constante, eu também me entristecia.

    Chamei o serviço de jardinagem mais uma vez, para “ajeitar aquele mato”, mas no fim das contas o calor as consumiu mais uma vez. Fiquei meio aborrecida mas também ‘encucada’. O que estava acontecendo? Porque elas não se adaptavam? E foi quando comecei a prestar mais atenção nelas. Reposicionei algumas com relação à incidência do sol, observei seus comportamentos, e arrisquei podar uma.

    Deu certo!

    O meu cuidado e dedicação foi essencial para que elas voltassem à vida. Outro fato curioso era a poda. Procurei informação na internet, lembrei das aulas de biologia (aquela em que a professora falava dos brotos terminais…) e fui podando uma a uma. É algo intrigante. Algumas das plantas tinham mais de 1 metro de comprimento, algumas folhas vistosas, mas raízes fracas. Cortei sem pena os muitos e muitos ramos que bloqueavam outros tantos vasinhos e qual não foi minha surpresa quando vi que novos raminhos nasciam em outras direções e lugares do galho principal. E foi quando entendi muita coisa, não só da agricultura, mas da vida:

    • Não adianta você querer algo, consegui-lo mas não saber preserva-lo.

    • É necessário dedicação e atenção quando você enfrenta o desconhecido.

    • Está tudo em nossas mãos, apenas requer interesse da nossa parte.

    • Não se acomode achando que terceiros vão cuidar de algo que é seu com o mesmo zelo que você.

    • Não tenha medo de “cortar” (ou ainda se alguma outra pessoa fizer isso em você) galhos longos e floridos, novos vão nascer ainda mais fortes, ainda mais verdes.

    • Com amor e carinho tudo fica mais bonito e mais fácil, até mesmo nas horas ‘feias’ e difíceis.

    Isto tudo eu aprendi com as plantas.

    — 1 year ago with 1 note

    Please, please me.

    Errar é humano. Você provavelmente ouviu isso pelo menos uma vez na vida.

    Nossa condição como ser vivo fez desta frase uma grande e maravilhosa realidade.

    Porque grande e porque maravilhosa?

    Porque é no erro que crescemos. Bem, talvez não apenas no erro… mas no deixar-se errar.

    Ou melhor, arriscar, mesmo que a tentativa resulte num erro.

    Somos constantemente bombardeados por regras e condições que devemos seguir e é verdade que precisamos de muitas delas para conviver socialmente ou co-existir com as milhares de variáveis presentes no mundo. Ela são necessárias? Sim. Mas há de se ter um cuidado para não acabarmos virando uma fórmula: com os mesmos ingredientes de todos os outros. É importante lembrarmos da nossa própria essência, daquilo que faz de você único, diferente, especial.

    Não é facil não ceder aos inúmeros padrões estabelecidos. Não é facil não julgar quem optou por não seguí-los sem colocar (um pouquinho que seja) preconceito. Não é fácil. E ponto.

    É interessante tentar mudar, nem que por um dia. Ou algumas horas. Embora desafiador a meta é tentar esvair-se das expectativas alheias a seu respeito e ser, ou fazer, algo por sí próprio. Pura e passionalmente, imaginando-se ser invisível. 

    Faça ao menos UMA escolha por você e experimente pensar que os outros também estão fazendo o mesmo até porque a necessidade de agradar à tudo e à todos consequentemente nos priva de nós mesmos. No pior dos casos pode causar completo esquecimento de quem realmente somos e do que queremos.

    Mas no momento em que nos despimos de todos os conceitos e de todas as vontades alheias é justamente quando sentimos a liberdade de SER, e finalmente

    existimos. 

    — 1 year ago

    #reflexão 
    Shopping

    Sempre que ia ao shopping passava por aquela loja que a intimidava. Era tão grande e tão linda, e branca, e sofisticada. Na verdade tinha é medo. Pior, medo de enfrentar as fatídicas vendedoras, conhecidas por nunca perder uma venda. Mas naquele dia sentia-se selvagem, e queria um sapato novo. Decidiu entrar. 

    Ao primeiro passo dentro do recinto, uma bela moça loira, magra e efusiva lhe abordou: 

    -Oi, meu nome é Stéfani, posso te ajudar?

    - Ah, oi… Stéfani. Tô querendo um sapato novo, mas eu vou dar uma…

    Antes mesmo de completar a frase, Stéfani já a metralhava de perguntas:

    - Qual seu número? Você gosta de plataforma? Não, você é alta… talvez uma sapatilha. Tem umas liiindas da nova coleção resort. Vou já pegar pra você, vou trazer também umas bolsinhas, BÁRBARASSS, ADAMASTOOOOOORRRR - gritou na porta do almoxarifado - Desce ai toda a coleção pump, as handbags 3387, as clutches 2389, uma 3677, e a 1190 nas duas cores, no tamanho - olhou para a cliente intimidada fazendo gestos apressados com a mão - Qual teu tamanho, minha filha?

    - Er… não precisa de tudo isso não, moça…

    - Stéfani!

    - Stéfani, isso. Eu só queria…

    - Nãaaaoo, querida, fale ai, deixe eu ver… acho que é 38, ADAMASTOOOOOR, TUDO 38.

    Pensou em sair correndo dali, mas não conseguia, a vergonha de toda aquela gritaria tinha a imobilizado, congelado seus pés ao chão daquele lugar que tinha acabado de perder todo o seu glamour com aquela atendente maluca e em menos de 30 segundos aparecia o pobre Adamastor com uma pilha de caixas, mais parecendo um cabide ambulante com o tanto de bolsinhas penduradas em seus braços. Stéfani, prontamente puxou-a pelo pulso, empurrou-a no pufe branco e já foi ajoelhando no chão e tirando seus sapatos e colocando um a um, enquanto exclamava “UAAUUU, OLHA ESSSE, QUE DIVO”, ou “não, esse você TEM QUE LEVAR, é um must have da estação”.

    Já estava sem reação quando resolveu fazer o impensável, afinal aquele era o seu dia selvagem. Pegou o celular na bolsa e atendeu com cara de preocupada “Mãe? o que aconteceu? Tá tudo bem?”. Foi quando Stéfani parou, encarou-na e fez sinal de que ia ali e já voltava. Mais que rapidamente catou sua sapatilha na pilha de coisas espalhadas pelo chão em meio ah “Aham’s” e “Ah, meu Deus” e saiu apressada, com a mão no microfone do celular dizendo:

    - É só um minutinho, volto já, é que é uma emergên…. - o telefone começou a tocar de verdade. Ficou branca e seu estômago revirou quando Stéfani a encarou de súbito, sua expressão alegre e prestativa cambiando para a de um touro vermelho bufando, e ai pensou “Agora corre, nega!”.

    Nunca mais poderia pisar ali. Ou cruzar com a Stéfani.

    — 1 year ago

    Verdades e Mentiras

    "-Tá bom esse vestido pra ir ao cinema?", perguntou Ceci. Dália apenas desviou o olhar para a direção da voz, sem tirar a cabeça do seu livro:

    - Com quem?

    - Com quem o que? - perguntou a irmã mais nova.

    - Com quem você vai ao cinema?

    - Com o Marco!

    - Hunn… acho que tá, afinal ele te ama de qualquer jeito, né?

    -Porquê? O que tem de errado com o vestido?

    - Com o vestido nada, você que tá parecendo a Galinha Pintadinha - disparou a mais velha sem tirar os olhos do livro.

    - Ai, credo, Dália, como tu é grossa!

    Pela primeira vez, Dália levantou a cabeça, olhando para o nada com a expressão interrogativa - Ué, criatura, tu não pediu minha opinião?

    - Pedi - retrucou Ceci - Mas não precisava ser tão sincera assim.

    Era sempre do mesmo jeito. Dália dizendo o que pensava, enquanto Ceci se ofendia. Por anos a irmã mais nova já conhecia o jeito ‘super-sincero’ da primogênita, mas de alguma forma nunca se acostumou com ele. 

    Dália não gostava de mentiras, embora soubesse que algumas omissões, e até mesmo desvios súbitos de assunto, fossem necessários para a preservar certos relacionamentos. Como naquela vez que ganhou pantufas com cara de cachorro de um ex, e foi obrigada a fingir que gostou, visto tamanho o desespero do rapaz em não ter conseguido achar nada melhor, ou mais criativo. Sabia desta sua marcante característica e sempre apresentava-se à novas pessoas com uma boa dose de sarcasmo dizendo:

    - Prazer, Dália, sou sincera. De antemão já me desculpe por qualquer coisa que eu falar que possa te ofender.

    As pessoas riam, mas ela não. Entendia que o que tinha era mais karma do que virtude. Tentava conter-se, e sempre que possível ficava calada, mas era muito transparente e em boa parte das vezes suas expressões a denunciavam. As poucas amigas que tinha, aquelas de mais de uma década, entendiam seu jeito, por vezes nem levavam a sério e tiravam sempre boas risadas dos assuntos, mas as que chegavam depois nem sempre eram tão pacientes.

    Passou então a praticar a famosa “cara de paisagem” na frente do espelho, e sempre que perguntavam sua opinião inventava de comer alguma coisa, fingia estar de boca cheia ou até mesmo inventava ter recebido um SMS urgente da mãe e dizer que precisava sair para fazer uma ligação. Mas quando chegava em casa contava tudo para as paredes, espelhos, almofadas, porta-retratos e prometia:

    - Ah, mas um dia eu falo mesmo… ah, se falo.

    E nunca falava.

    — 1 year ago

    Casamento

    Ela era daquele tipo de mulher que se achava menina. Muito nova pra tudo. Muito imatura para qualquer coisa, principalmente para assumir compromissos. Sonhava em viajar, conhecer o mundo, mas não negava que também ansiava pelo dia que iria casar. Algumas conhecidas mais novas já haviam casado. Ela achava lindo, mas não imaginava aquilo para si mesma antes dos 30. Mas como uma mulher normal visitava os blogs especializados, lia-os com frequencia, e volta e meia deixava-se idealizar. Tinha um zilhão de pastas com arquivos de ideias de decoração, vestido, maquiagem, roupa das daminhas, das madrinhas, da mãe, da sogra… e até mesmo do terno do noivo.

    Namorava há um tempo, e o rapaz já havia falado no assunto. Ela gostava de ouvir isso, mas não sabia muito bem se gostava de imaginar o dia chegando. Queria sim um futuro, uma família com o namorado, sabia que era ele. Mas toda vez que pensava no casamento, uma mistura de vergonha e ansiedade lhe subia no estômago. As amigas alfinetavam, “5 anos já… quando que sai o casório?”. Tirava graça, dizia que não tinha estrutura financeira, nem casa própria e sempre que podia desviava o foco da conversa. A família tentava não pressionar, mas era sempre visível a ansiedade de seus pais, sogros e cunhados para a oficialização. Falavam sempre em festa, em lugares da cerimônia, se ia ser de dia, de tarde, de noite. Ambos desconversavam. Até chegaram a escutar burburinhos sobre a seriedade do relacionamento, mas sempre procuraram distrair todos.

    Um dia leu em um site do casamento de uma famosa, que por sinal tinha sua jovem idade e já era divorciada, portanto seu segundo casamento, e ficou admirando a paixão e delicadeza com que a recém casada falava do seu grande dia, e de como foi lindo, e de como a arquiteta havia feito um trabalho incrível, e o vestido era perfeito, e as fotos do book do casal, e os doces, o bolo, as luzes, da ansiedade da família, de como vieram todos de sabe-se lá quantas partes do mundo, e o hotel em que todos se hospedaram, e brunch comemorativo, e as sandálias buscadas de fora especialmente para o grande dia… “nossa, quanta coisa pra um casamento tão simples” - pensou. Então sua ficha caiu e subitamente pegou o telefone e ligou para a mãe:

    ”- Mãe, não quero mais casar.”

    " - Como assim, ficou doida? Você não passou a vida inteira planej…. CALMA, você estava noiva e não nos contou?"

    ”- Não, mãe, relaxa, não é isso, não quero mais FESTA de casamento.”

    ”- Mas porque isso agora?.. ai meu Deus, vai ser seus 15 anos tudo de novo…”

    ”- Ah, mãe, deixa pra lá…”

    Depois de muito falar e divagar a mãe convenceu-na de fazer algo ‘simples’, apenas para não passar em branco… quando chegasse a hora. Até prometeu que organizaria tudo. Pediu para que se acalmasse, que estava sendo muito precipitada já que ainda nem visava noivar.

    Mas a questão não era bem aquela.

    De repente viu que tudo aquilo não passava de uma fórmula, afinal embora fosse tudo extremamente lindo a sensação que tinha era de sempre ver as mesmas festas. Cada noiva podia ser especial, mas volta e meia confundia-se parecendo já ter visto aquela moça em algum lugar, ou com aquele vestido em particular. A decoração era sempre um sonho, com as cadeiras ‘Tiffany’, e os candelabros de prata altos, e as flores em cascata, e as havaianas para usar no meio da festa, e os bem casados de lembrança, e o vídeo emocionante bem produzido da história dos noivos, era muita coisa. Muita coisa muito parecida.

    Concluiu que o que os convidados queriam era uma razão para se arrumar, usar um vestido de festa, se maquiar usando cílios postiços, fazer as crianças trajarem os terninhos comprados no exterior que logo não iriam caber mais, concluiu que não almejava uma festa de casamento, e sim UM casamento, concluiu que quando fosse a hora, fugiria com o noivo para bem longe, onde casaria, genuinamente feliz, sem tensões, sem preocupações, sem sapatos, apenas os dois e o amor.

    Esta crônica não é baseada em fatos reais, é apenas um produto da minha imaginação…e talvez um pouco de desejos muito profundos hehehehe.

    — 1 year ago

    Mais uma para noivas contemporâneas.

    Mais uma para noivas contemporâneas.

    — 1 year ago with 1 note

    #Met Ball  #2013 

    Ei vc, noiva ou debutante que gosta de ousadia sem perder a tradição. Inspire-se em Emmy e Haylee.

    Casava de boa com o visu das duas.

    — 1 year ago

    #Met Ball  #2013 
    Rooney Mara do contra… mas ‘ahazou’!

    Rooney Mara do contra… mas ‘ahazou’!

    — 1 year ago

    #Met Ball  #2013 

    Tristezas da noite:

    Anne platinada, com vestido de pele de muppet.

    Emma diva, mas sem postura NENHUMA.

    ….E O COVER ANDRÓGINO DO NICK BACKSTREET BOY. VALEI-ME.

    — 1 year ago with 2 notes

    #Met Ball  #2013 

    Outras do meu TOP10.

    O tema era punk, e muito embora não conheça muito do movimento, achei as misturas de Nina Dobrev e Diane Kruger bem interessantes.

    — 1 year ago with 1 note

    #Met Ball  #2013 
    Papo…. JLaw era a mais bonita. Fim.

    Papo…. JLaw era a mais bonita. Fim.

    — 1 year ago

    #Met Ball  #2013 
    quando a mais bem vestida do baile é Taylor Swift….. “CORRÃO” para as colinas.

    quando a mais bem vestida do baile é Taylor Swift….. “CORRÃO” para as colinas.

    — 1 year ago with 1 note

    #Met Ball  #2013 
    Esta foto é prova viva de que:
1 - não importa se você tem corpão, a roupa errada a-ca-ba com seus esforços na academia.
2 - não importa se é de grife renomada, vez ou outra elas fazem umas coisas incompreensíveis, que não fica bem em ninguém.
3 - não importa se vc é Carol Dieckmann, toda roupa mal projetada para seu corpo embola, escorrega e amassa.

    Esta foto é prova viva de que:

    1 - não importa se você tem corpão, a roupa errada a-ca-ba com seus esforços na academia.

    2 - não importa se é de grife renomada, vez ou outra elas fazem umas coisas incompreensíveis, que não fica bem em ninguém.

    3 - não importa se vc é Carol Dieckmann, toda roupa mal projetada para seu corpo embola, escorrega e amassa.

    — 1 year ago

    #amfar